Juliana Gonçalves é articuladora política, ativista negra, jornalista e pesquisadora. Mulher negra em movimento, constrói sua atuação a partir do feminismo negro, da maternidade e do Bem Viver como horizonte ético e político. Mestre em Estudos Culturais pela Universidade de São Paulo (USP), é autora da dissertação O Bem Viver em narrativas de mulheres negras. Cofundadora da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, coordena desde 2018 o curso de formação política para mulheres negras Narrativas de Liberdade. Coordenou a articulação política da Mandata Quilombo, liderada por Erica Malunguinho, primeira mulher negra trans eleita para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e as duas campanhas eleitorais de Neon Cunha, uma das principais lideranças do movimento trans brasileiro. Liderou o Bioma Comunicação Ancestral, iniciativa do Instituto Feira Preta voltada ao fortalecimento de narrativas negras, e integrou a coordenação nacional de comunicação da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, que reuniu mais de 300 mil mulheres em Brasília, em 2025. Atua na articulação de movimentos sociais, na formação de lideranças e na construção de estratégias de incidência para ampliar a participação política de mulheres negras nos espaços de poder, fortalecer políticas públicas, a democracia e o Bem Viver. É consultora do CEERT e do Instituto NoFront.